CBO 2151-25 - Oficiais de convés - Salário, o que faz, descrição do cargo

CBO 2151-25 é o Código Brasileiro da Ocupação de oficiais de convés que pertence ao grupo dos profissionais em navegação aérea, marítima e fluvial, segundo a tabela CBO divulgada pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo MTE - Ministério do Trabalho).

Nesta página você pode ver as funções desempenhadas pelo cargo, descrição de atividades principais, atribuições, mercado de trabalho, piso salarial médio, jornada de trabalho, faixa salarial, dados salariais oficiais atualizados para a função, bem como o salário médio pago para os Oficiais de convés CBO 2151-25 em todo Brasil ou categorizados por estados e cidades brasileiras.

Divisões de categorias profissionais do CBO 2151-25

  • Profissionais das ciências e das artes.
    • Profissionais das ciências exatas, físicas e da engenharia.
      • Profissionais em navegação aérea, marítima e fluvial.
        • Oficiais de convés.

Descrição dos cargos da categoria Oficiais de convés

Os Oficiais de convés CBO 2151-25 comandam, imediatam e tripulam embarcações na navegação de longo curso, cabotagem e apoio marítimo, coordenam operações de navegação de apoio portuário e águas interiores. Navegam e orientam a navegação, operam com cargas, transportam passageiros e manobram embarcações. Gerenciam pessoal e supervisionam operações, gerenciam material e documentação de bordo. Ministram treinamento e formam aquaviários, realizam atividades de inspeção e vistoria naval, trabalhando de acordo com normas, regulamentos, convenções nacionais e internacionais de segurança e preservação do meio ambiente e saúde ocupacional. Coordenam manutenção e podem realizar manutenção a bordo.

Condições de trabalho

Oficiais de convés o Capitão de longo curso pode tripular qualquer tipo de embarcação e de qualquer bandeira, como Comandante, Imediato ou Oficial de quarto de navegação. O Capitão de cabotagem pode comandar embarcações nacionais de qualquer arqueação bruta (AB) na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, imediatar qualquer embarcação nacional sem restrições, além de comandar ou imediatar sem restrições em embarcações de outra bandeira. O Primeiro oficial de náutica, em embarcações de bandeira brasileira, pode ser Comandante de embarcações de qualquer AB na Navegação Interior, Comandante de embarcação até 3000 AB na Navegação de Apoio Marítimo, Comandante de embarcação até 500 AB na Navegação de Cabotagem, dentro dos limites de visibilidade da costa brasileira e Imediato de embarcações de qualquer AB na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, além de comandar sem restrições em embarcações de outra bandeira. O Segundo oficial de náutica, em embarcações de bandeira brasileira, pode ser Comandante de embarcações de qualquer AB na Navegação Interior, Comandante de embarcação até 3000 AB na Navegação de Apoio Marítimo, Comandante de embarcação até 500 AB na Navegação de Cabotagem, dentro dos limites de visibilidade da costa brasileira e Imediato de embarcações até 3000 AB na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, além de imediatar sem restrições em embarcações de outra bandeira. As demais ocupações não oferecem restrições.Navegação de Apoio Marítimo, Comandante de embarcação até 500 AB na Navegação de Cabotagem, dentro dos limites de visibilidade da costa brasileira e Imediato de embarcações até 3000 AB na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, além de imediatar sem restrições em embarcações de outra bandeira. As demais ocupações não oferecem restrições.

Exigências do mercado de trabalho

O acesso ao trabalho requer bacharelado em Ciências Náuticas em uma das escolas da Marinha Mercante: Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga) no Rio de Janeiro e Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém. A experiência requerida varia de zero a sete anos após a formação, conforme regulamentação. O exercício dessas ocupações, no Brasil, é regido pelas Normas da Autoridade Marítima para aquaviários (NORMAM-13/2000). Internacionalmente, o exercício dessas ocupações segue normas internacionais das quais o Brasil é signatário. Trata-se da Convenção Internacional sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificados e Serviços de Quarto, 1978 emendada em 1995 (Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers- 95 - STCW95), produzida pela IMO, organismo da ONU, com as seguintes correspondências: Capitão de Longo Curso (STCW II/2), Capitão de Cabotagem (STCW II/2), Primeiro Oficial de Náutica (STCW II/2), Segundo Oficial de Náutica (STCW II/1 e II/3), Oficial de Quarto de Navegação da Marinha Mercante (STCW II/1 no mínimo), Agente de Manobra e Docagem (sem restrições), Capitão de Manobra (sem restrições). A atividade de Prático pode ser exercida por Oficiais da Marinha Mercante e da reserva da Marinha do Brasil, após concurso público, com provas aplicadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha do Brasil. Do Inspetor e Vistoriador Naval requer-se, além da formação, curso especial de inspeção naval. Do Inspetor de Terminal exige-se experiência de no mínimo cinco anos na função de Imediato em navios tanques. Do Coordenador de Operações de combate à poluição no meio aquaviário, além do bacharelado em ciências náuticas, requer-se curso de especialização na área e experiência de seis meses acompanhando titular do posto.

Funções dos Oficiais de convés CBO 2151-25

Oficiais de convés devem:

  • demonstrar competências pessoais;
  • gerenciar material de bordo;
  • qualificar pessoal;
  • realizar inspeção naval a bordo;
  • trabalhar de acordo com normas de segurança. meio ambiente e saúde (sms);
  • gerenciar operações;
  • coordenar manutenção de bordo;
  • administrar pessoal;
  • navegar com segurança;
  • operar cargas;
  • Atividades dos cargos CBO 2151-25

    Entre as principais atribuições dos Oficiais de convés CBO 2151-25 estão as de:

    • coordenar postos de emergência;
    • conduzir embarcação de salvamento;
    • operar equipamentos de navegação;
    • inspecionar equipamentos de prevenção da poluição ambiental;
    • controlar epi e epc;
    • controlar planos de bordo;
    • avaliar as condições meteorológicas;
    • executar procedimentos para navegação com o prático;
    • emitir permissão para trabalho;
    • controlar a manutenção do sistema de lastro (plataforma);
    • coordenar faina de embarque e desembarque de prático;
    • operar cobertas de cargas;
    • avaliar as condições para amarração;
    • auxiliar na elaboração de conteúdo didático;
    • avaliar o preparo da tripulação;
    • demonstrar capacidade para operar equipamentos de informática;
    • avaliar as condições de calado;
    • testar equipamentos de segurança;
    • avaliar as condições para desamarração;
    • controlar sobressalentes de equipamentos de navegação;
    • calibrar indicadores de tensão do sistema de ancoragem (plataforma);
    • supervisionar equipe de posicionamento dinâmico;
    • executar procedimentos para navegação em mau tempo;
    • demonstrar raciocínio analítico;
    • avaliar as condições de atracação;
    • controlar certificados regulamentares de bordo;
    • coordenar operações de combate à poluição no meio aquaviário;
    • controlar temperatura dos tanques;
    • realizar comunicação de bordo;
    • controlar publicações regulamentares de bordo;
    • controlar sobressalentes de equipamentos de comunicação;
    • operar o sistema de lastro;
    • inspecionar equipamentos de navegação;
    • demonstrar raciocínio sintético;
    • executar procedimentos para navegação com visibilidade restrita;
    • executar procedimentos operacionais para operações de carga e descarga;
    • supervisionar o sms;
    • supervisionar equipe de convés;
    • controlar certificação da tripulação;
    • verificar sistema de segurança para cargas perigosas;
    • avaliar condições externas durante operações (vento, corrente);
    • controlar material de combate à poluição;
    • coordenar manutenção de equipamentos de convés;
    • coordenar operações de reboque;
    • controlar pressão atmosférica dos tanques;
    • demonstrar capacidade de comunicação oral e escrita na língua inglesa;
    • acionar plano de emergência;
    • inspecionar as condições de segurança;
    • demonstrar capacidade de adaptação à rotina de confinamento;
    • ministrar treinamento a bordo;
    • coordenar a operação do guincho de reboque;
    • verificar compatibilidade de cargas;
    • verificar a permissão de acesso de terceiros;
    • avaliar as condições para desatracação;
    • controlar medicamento de bordo;
    • executar procedimentos de serviços no porto;
    • demonstrar capacidade de comunicação oral e escrita;
    • avaliar estanqueidade dos porões;
    • controlar material de custeio;
    • controlar sobressalentes de equipamentos de convés;
    • discriminar sons e ruídos;
    • trabalhar sob pressão;
    • tomar decisões;
    • elaborar conteúdo programático;
    • efetuar os registros pertinentes;
    • ministrar aulas de formação profissional;
    • coordenar reuniões de segurança;
    • demonstrar capacidade de interpretação cartográfica;
    • supervisionar postos de manobra de atracação e desatracação;
    • supervisionar equipe de combate à poluição;
    • coordenar navegação de objeto rebocado;
    • demonstrar percepção cinemática;
    • coordenar a operação do guincho de manuseio de âncoras;
    • supervisionar serviços de terceiros em embarcações e unidades móveis marítimas;
    • coordenar faina de embarque e desembarque de capitão de manobra;
    • controlar atmosfera do tanque;
    • ministrar medicamentos regulamentares de bordo;
    • preparar a unidade para reboque;
    • demonstrar comportamento proativo;
    • definir área segura para trabalho;
    • elaborar planos de carregamento descarga;
    • calibrar instrumentos analisadores de atmosfera;
    • orientar tripulação sobre os riscos da carga transportada;
    • demonstrar capacidade de percepção de anomalias no processo;
    • demonstrar capacidade de improvisação;
    • demonstrar capacidade de autocontrole;
    • realizar o plano de viagem;
    • familiarizar tripulantes recém-embarcados quanto à segurança e salvatagem;
    • elaborar material didático;
    • inspecionar equipamentos de segurança;
    • trabalhar em equipe;
    • inspecionar equipamentos de salvatagem;
    • inspecionar condições de flutuabilidade;
    • demonstrar capacidade de negociação;
    • ministrar treinamento em terra;
    • elaborar manuais do sgs (sistema de gerenciamento de segurança);
    • supervisionar operações de carga e descarga;
    • controlar sobressalente dos equipamentos de salvatagem;
    • preparar documentação para despacho da embarcação;
    • coordenar operação de controle à poluição;
    • coordenar operações de manuseio de âncora;
    • orientar praticante-aluno a bordo;
    • realizar a manutenção do sistema de lastro (plataforma);
    • inspecionar equipamentos de comunicação;
    • supervisionar operação de sistema de posicionamento dinâmico;
    • conferir certificação da embarcação;
    • coordenar manutenção de dispositivos de lançamento;
    • supervisionar postos de manobra de fundeio;
    • fiscalizar o cumprimento das normas de segurança;
    • controlar a manutenção de equipamentos de salvatagem;
    • inspecionar condições de navegabilidade;
    • orientar estagiário-aluno a bordo;
    • controlar sobressalentes de equipamentos de segurança;
    • consultar legislação;
    • realizar a manutenção do sistema de controle de lastro (plataforma);
    • fiscalizar o uso de epi;
    • demonstrar percepção espacial;
    • controlar manuais técnicos de bordo;
    • operar rampas de acesso;
    • supervisionar equipe de conexão de mangote;
    • fiscalizar a aplicação da legislação;
    • manobrar a embarcação;
    • demonstrar capacidade para o uso de aplicativos e programas de informática;
    • conferir certificação da tripulação;
    • demonstrar capacidade de adaptação;
    • tomar decisões rápidas em situações críticas;
    • elaborar o plano para reboque;
    • avaliar a estabilidade de embarcações e unidades móveis marítimas;
    • demonstrar raciocínio matemático;
    • realizar manutenção de equipamentos de salvatagem;
    • avaliar a quantidade de carga movimentada;
    • realizar manutenção do sistema de esgoto de emergência (plataforma);
    • efetuar auditorias internas;
    • controlar a manutenção de equipamentos de segurança;
    • manusear cargas a bordo;
    • efetuar embarque e desembarque de passageiros;
    • supervisionar postos de manobra de amarração;
    • elaborar apresentações;
    • testar equipamentos de salvatagem;
    • operar guincho de reboque;
    • demonstrar liderança;
    • verificar marcação das cargas;
    • discriminar cores;
    • operar guincho de manuseio de âncoras;
    • controlar a manutenção de equipamentos de navegação;
    • efetuar embarque e desembarque da tripulação;
    • operar rampas de cargas;
    • coordenar operações de resgate;
    • avaliar estagiários e praticante-aluno a bordo;
    • demonstrar criatividade;
    • supervisionar limpeza e lavagem dos tanques e porões das embarcações e unidades móveis marítimas;
    • supervisionar conexão do mongote em embarcações e unidades móveis marítimas;
    • orientar as manobras de atracação, desatracação fundeio;
    • controlar rancho;
    • coordenar manutenção de equipamentos de carga e descarga;
    • controlar a manutenção do sistema de controle de lastro (plataforma);
    • aplicar legislação;
    • controlar material de passadiço;
    • executar procedimentos de navegação em situações de emergência;
    • verificar peação da carga;
    • avaliar o estado do mar para início e paralização de manobras;
    • realizar manutenção de equipamentos de navegação;
    • realizar a inspeção e vistoria da embarcação;
    • coordenar manutenção de equipamentos de lastro;
    • controlar a manutenção do sistema de esgoto de emergência (plataforma);
    • transportar passageiros;
    • executar procedimentos para navegação costeira;
    • controlar as condições da carga durante a viagem;
    • familiarizar terceiros embarcados com procedimentos em situações de emergência e rotinas de bordo;
    • conduzir embarcação rápida de salvamento;
    • operar tampas de escotilha;
    • executar procedimentos para navegação em águas rasas;
    • proferir palestras;
    • supervisionar seção de câmara;
    • orientar a navegação;
    • inspecionar equipamentos de convés;
    • realizar manutenção de equipamentos de segurança;
    • elaborar plano de manuseio da carga;
    • acionar plano de contingência;
    • executar procedimentos para navegação em canais estreitos;
    • operar sistema de posicionamento dinâmico;

    Cargos e salários CBO 2151-25 - Oficiais de convés

    CBO Cargo/Profissão Local Piso Salarial Salário Médio Teto Salarial Salário/Hora Total
    2151-25 Imediato da Marinha Mercante Brasil 6.348,44 6.955,75 16.221,53 34,41 434
    2151-25 Capitão de Cabotagem (imediato) Brasil 6.348,44 6.955,75 16.221,53 34,41 434
    2151-25 Capitão de Longo Curso (imediato) Brasil 6.348,44 6.955,75 16.221,53 34,41 434
    2151-25 Primeiro Oficial de Náutica (imediato) Brasil 6.348,44 6.955,75 16.221,53 34,41 434
    2151-25 Segundo Oficial de Náutica (imediato) Brasil 6.348,44 6.955,75 16.221,53 34,41 434
    2151-25 Imediato da Marinha Mercante Rio de Janeiro 5.359,96 5.872,71 5.872,71 29,36 344
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