CBO 2515-20 - Psicólogos e psicanalistas - Salário, Piso Salarial, Descrição do Cargo

CBO 2515-20 é o Código Brasileiro da Ocupação de psicólogos e psicanalistas que pertence ao grupo dos cientistas sociais, psicólogos, segundo a tabela CBO divulgada pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo MTE - Ministério do Trabalho).

Nesta página você pode ver as funções desempenhadas pelo cargo, descrição de atividades principais, atribuições, mercado de trabalho, piso salarial médio, jornada de trabalho, faixa salarial, dados salariais oficiais atualizados para a função, bem como o salário médio pago para os Psicólogos e psicanalistas CBO 2515-20 em todo Brasil ou categorizados por estados e cidades brasileiras.

Divisões de categorias profissionais do CBO 2515-20

  • Profissionais das ciências e das artes.
    • Profissionais das ciências sociais e humanas.
      • Cientistas sociais, psicólogos.
        • Psicólogos e psicanalistas.

Descrição dos cargos da categoria Psicólogos e psicanalistas

Os Psicólogos e psicanalistas CBO 2515-20 estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação, diagnosticam e avaliam distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social, elucidando conflitos e questões e acompanhando o(s) paciente(s) durante o processo de tratamento ou cura, investigam os fatores inconscientes do comportamento individual e grupal, tornando-os conscientes, desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas e coordenam equipes e atividades de área e afins.

Condições de trabalho

Psicólogos e psicanalistas os cargos dessa família CBO atuam, principalmente, em atividades ligadas a saúde, serviços sociais e pessoais e educação. Podem trabalhar como autônomos e/ou com carteira assinada, individualmente ou em equipes. É comum os psicólogos clínico, hospitalar, social e neuropsicólogos trabalharem com supervisão. Têm como local de trabalho ambientes fechados ou, no caso dos neuropsicólogos e psicólogos jurídicos, pode ser a céu aberto. Os psicólogos clínicos, sociais e os psicanalistas, eventualmente, trabalham em horários irregulares. Alguns deles trabalham sob pressão, em posições desconfortáveis durante longos períodos, confinados (psicólogos clínicos e sociais) e expostos a radiação (neuropsicólogo) e ruídos intensos. A ocupação psicanalista não é uma especialização, é uma formação, que segue princípios, processos e procedimentos definidos pelas instituições reconhecidas internacionalmente, podendo o psicanalista ter diferentes formações como: psicólogo, psiquiatra, médico, filósofo etc.

Exigências do mercado de trabalho

Para os trabalhadores dessa família é exigido o nível superior completo e experiência profissional que varia segundo a formação. Para os psicólogos, de um modo geral, pede-se de um a quatro anos, como é o caso do psicólogo clínico. Para o psicanalista é necessário, no mínimo, cinco anos de experiência. Os cursos de qualificação também variam de cursos básicos de duzentas a quatrocentas horas- aula, como no caso do psicólogo hospitalar, mais de quatrocentas horas-aula para os psicólogos jurídicos, psicanalistas e neuropsicólogos, até cursos de especialização para os psicólogos clínicos e sociais. A formação desses profissionais é um conjunto de atividades desenvolvidas por eles, mas os procedimentos são diferentes quanto a aspectos formais relacionados às instituições que os formam.

Funções dos Psicólogos e psicanalistas CBO 2515-20

Psicólogos e psicanalistas devem:

  • acompanhar indivíduos, grupos e instituições;
  • desenvolver pesquisas experimentais, teóricas e clínicas;
  • analisar - tratar indivíduos, grupos e instituições;
  • coordenar equipes e atividades;
  • educar indivíduos, grupos e instituições;
  • participar de atividades para divulgação profissional;
  • avaliar comportamentos psíquicos;
  • realizar tarefas administrativas;
  • demonstrar competências pessoais;
  • orientar indivíduos, grupos e instituições;
  • Atividades dos cargos CBO 2515-20

    Entre as principais atribuições dos Psicólogos e psicanalistas CBO 2515-20 estão as de:

    • elaborar processo de alta;
    • convocar pessoas;
    • supervisionar estagiários da área e áreas afins;
    • demonstrar habilidade de questionar;
    • propiciar espaço para acolhimento de vivências emocionais (setting terapêutico);
    • dar devolutiva;
    • participar de conselhos municipais, estaduais e federais;
    • formar especialistas da área;
    • padronizar testes;
    • coordenar grupos de estudo;
    • realizar encaminhamento;
    • estudar casos;
    • preencher formulários e cadastro;
    • interpretar conflitos e questões;
    • elaborar projetos;
    • elaborar manuais;
    • aplicar instrumentos e métodos de avaliação;
    • coordenar reuniões;
    • demonstrar capacidade de manter imparcialidade;
    • elucidar conflitos e questões;
    • definir problema e objetivos;
    • analisar resultados de instrumentos de avaliação;
    • planejar as atividades da equipe;
    • organizar prontuários;
    • participar de comissões técnicas;
    • mensurar resultados de instrumentos de avaliação;
    • realizar acompanhamento terapêutico;
    • trabalhar em equipe;
    • fornecer subsídios à elaboração de legislação;
    • participar de plantão técnico;
    • avaliar propostas e projetos;
    • elaborar instrumentos de avaliação administrativa;
    • acompanhar impactos de intervenções;
    • auxiliar na formulação de políticas públicas;
    • pesquisar bibliografia;
    • triar casos;
    • participar de entidades de classe;
    • supervisionar profissionais da área e áreas afins;
    • demonstrar capacidade de contornar situações adversas;
    • propiciar criação de vínculo paciente-terapeuta;
    • investigar o psiquismo humano;
    • promover desenvolvimento da percepção interna (insight);
    • ouvir ativamente (saber ouvir);
    • orientar mudança de comportamento;
    • fornecer subsídios a estratégias e políticas organizacionais;
    • observar pessoas e situações;
    • investigar o comportamento individual, grupal e institucional;
    • avaliar a execução das ações;
    • acompanhar plantões de visita do tribunal de justiça;
    • escolher o instrumento de avaliação;
    • publicar artigos, ensaios, livros científicos e notas técnicas;
    • manter sigilo profissional;
    • entrevistar pessoas;
    • participar de reuniões científicas (congressos, seminários e simpósios);
    • apresentar estudos de caso;
    • propor intervenções;
    • propiciar recursos para o desenvolvimento de aspectos cognitivos;
    • visitar domicílios;
    • orientar sobre programas de saúde pública;
    • respeitar os limites de atuação;
    • trabalhar a dinâmica da equipe;
    • respeitar valores e crenças dos clientes;
    • estabelecer parâmetros de pesquisa;
    • elaborar pareceres, laudos e perícias;
    • construir instrumentos de pesquisa;
    • sistematizar informações;
    • organizar dados;
    • demonstrar capacidade de observação;
    • realizar trabalhos de estimulação (psicomotora, psicológica, neuropsicológica e energética);
    • avaliar resultados;
    • realizar orientação vocacional;
    • reabilitar aspectos psicomotores;
    • demonstrar interesse pela pessoa/ser humano;
    • fazer levantamentos estatísticos;
    • elaborar diagnósticos;
    • participar de palestras, debates e entrevistas;
    • analisar dados;
    • mediar conflitos;
    • acompanhar resultados de projetos;
    • acompanhar a evolução do caso;
    • coletar dados;
    • organizar eventos;
    • providenciar aquisição de material técnico;
    • demonstrar capacidade de raciocínio abstrato;
    • definir metodologias de ação;
    • capacitar profissionais;
    • promover desenvolvimento das relações interpessoais;
    • desenvolver cursos para grupos específicos;
    • informar sobre desenvolvimento do psiquismo humano;
    • programar atividades;
    • distribuir tarefas à equipe;
    • identificar recursos da comunidade;
    • acompanhar o desenvolvimento de profissionais em formação e especialização;
    • investigar pessoas, situações e problemas;
    • aconselhar pessoas, grupos e famílias;
    • agendar atendimentos;
    • acompanhar egressos de tratamento;
    • prestar consultoria/assessoria;
    • facilitar grupos;
    • ministrar aulas, cursos e palestras;
    • visitar instituições e equipamentos sociais;
    • acompanhar a evolução da intervenção;
    • prover suporte emocional;
    • esclarecer as repercussões psicológicas decorrentes dos procedimentos médico- hospitalares;
    • promover integração psíquica;
    • levantar dados pertinentes;

    Cargos e salários CBO 2515-20 - Psicólogos e psicanalistas

    Salário Psicólogo Hospitalar

    Psicólogo Hospitalar: Brasil

    • 1.967
    • Brasil
    • 3.096 - 6.015
    • 35h
    O profissional no cargo de Psicólogo Hospitalar CBO 2515-20 trabalhando no Brasil, ganha entre 3.096 e 6.015 para uma jornada de trabalho média de 35h semanais de acordo com dados salariais de 1.967 colaboradores registrados em regime CLT. Clique e confira a pesquisa salarial completa do cargo CBO 2515-20.
    Salário Psicólogo Hospitalar

    Psicólogo Hospitalar: São Paulo

    • 543
    • São Paulo
    • 3.449 - 3.620
    • 34h
    O profissional no cargo de Psicólogo Hospitalar CBO 2515-20 trabalhando em São Paulo, ganha entre 3.449 e 3.620 para uma jornada de trabalho média de 34h semanais de acordo com dados salariais de 543 colaboradores registrados em regime CLT. Clique e confira a pesquisa salarial completa do cargo CBO 2515-20.
    Salário Psicólogo Hospitalar São Paulo

    Psicólogo Hospitalar: São Paulo, SP

    • 257
    • São Paulo, SP
    • 3.965 - 6.906
    • 34h
    O profissional no cargo de Psicólogo Hospitalar CBO 2515-20 trabalhando em São Paulo - SP, ganha entre 3.965 e 6.906 para uma jornada de trabalho média de 34h semanais de acordo com dados salariais de 257 colaboradores registrados em regime CLT. Clique e confira a pesquisa salarial completa do cargo CBO 2515-20.