CBO 1130-10 - Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras - Salário, Piso Salarial, Descrição do Cargo

CBO 1130-10 é o Código Brasileiro da Ocupação de dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras que pertence ao grupo dos chefes de pequenas populações, segundo a tabela CBO divulgada pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo MTE - Ministério do Trabalho).

Nesta página você pode ver as funções desempenhadas pelo cargo, descrição de atividades principais, atribuições, mercado de trabalho, piso salarial médio, jornada de trabalho, faixa salarial, dados salariais oficiais atualizados para a função, bem como o salário médio pago para os Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras CBO 1130-10 em todo Brasil ou categorizados por estados e cidades brasileiras.

Divisões de categorias profissionais do CBO 1130-10

  • Membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas, gerentes.
    • Membros superiores e dirigentes do poder público.
      • Chefes de pequenas populações.
        • Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras.

Descrição dos cargos da categoria Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras

Os Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras CBO 1130-10 organizam coletivamente as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras, preservam usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade. Cobram providências para demarcação e manejo da área indígena, quilombola e caiçara. Articulam questões políticas, reivindicam melhorias para educação e saúde, buscam recursos em órgãos competentes. Providenciam e solicitam documentação. Realizam a manutenção e a preservação da medicina tradicional. Cobram a implantação de gestão dos recursos naturais.

Condições de trabalho

Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras vivem em aldeias e comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras, exercendo a liderança segundo os costumes particulares a cada povo ou comunidade. Há em torno de duzentos e vinte povos indígenas, setecentas e vinte aldeias quilombolas espalhados em vários pontos do país. Vivem da pequena pesca, do roçado, da agricultura itinerante ou fixa, do extrativismo vegetal e do artesanato. As comunidades caiçaras encontram-se nas áreas costeiras dos atuais estados do rio de janeiro, são paulo, paraná e norte de santa catarina. Os quilombolas vivem em comunidades ribeirinhas. Correm risco de perda de vida ao defender a comunidade de invasores.

Exigências do mercado de trabalho

Essas funções são desempenhadas por lideranças internas nas aldeias e comunidades, de acordo com as tradições e os costumes de cada povo ou comunidade indígena, quilombola e caiçara.

Funções dos Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras CBO 1130-10

Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras devem:

  • buscar recursos junto a Órgãos competentes;
  • preservar usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade;
  • reivindicar melhorias para a educação e saúde;
  • cobrar a implantação do plano de gestão de recursos naturais;
  • articular questões políticas;
  • realizar a manutenção e a preservação da medicina tradicional;
  • organizar as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras;
  • cobrar providências para demarcação e manejo da Área indígena, quilombola e caiçara;
  • demonstrar competências pessoais;
  • Atividades dos cargos CBO 1130-10

    Entre as principais atribuições dos Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras CBO 1130-10 estão as de:

    • discutir a política da educação diferenciada;
    • fomentar a organização da comunidade;
    • acionar órgãos técnicos e jurídicos da funai e outros órgãos competentes;
    • acompanhar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade;
    • demonstrar capacidade de negociação;
    • orientar a comunidade na preservação do meio ambiente;
    • incentivar os pais no ensinamento do artesanato em oficinas de trabalho;
    • pressionar prefeitura para implantação do programa de saúde familiar (psf);
    • discutir problemas da aldeia;
    • solicitar financiamentos a fundo perdido para áreas indígenas, caiçaras e quilombolas;
    • demonstrar capacidade de liderança;
    • participar dos conselhos distritais e municipais de saúde;
    • elaborar projetos de auto sustentação;
    • firmar parcerias;
    • lutar contra empreendimentos e práticas danosas ao rio;
    • reivindicar formação de ensino médio na aldeia e na comunidade;
    • cadastrar pontos de cerco dos caiçaras;
    • ensinar o artesanato;
    • reivindicar a formação do agente de saúde e saneamento nas comunidades;
    • pressionar as autoridades para a permanência de caiçaras nas posses tradicionais;
    • servir como exemplo de conduta;
    • incentivar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade;
    • reivindicar concessão de bolsas de estudo (mensalidade e ajuda de custos);
    • tomar decisões políticas com consenso da comunidade;
    • ensinar a valoração do artesanato para a comercialização;
    • organizar a comunidade para a preservação das nascentes dos rios;
    • solicitar aos órgãos competentes demarcação de terra;
    • organizar encontro intercomunitário;
    • buscar a participação da comunidade nos projetos;
    • ensinar o preparo dos medicamentos rotineiros (primeiros socorros);
    • encaminhar membros para a justiça em caso de delito;
    • ensinar as técnicas tradicionais da caça e da pesca;
    • participar de reunião do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras;
    • pleitear o embargo de empreendimentos danosos e prejudiciais à comunidade;
    • nomear as lideranças por grupos de atividades;
    • envolver as comunidades na preservação dos rios e do mar;
    • transmitir oralmente as histórias do povo indígena, de quilombola e caiçara;
    • demonstrar honestidade;
    • apresentar propostas ao conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras;
    • executar as tarefas com o grupo;
    • sugerir convocação do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras;
    • incentivar o resgate dos valores e práticas culturais;
    • cobrar implantação do plano de manejo caiçara;
    • solicitar assessoria das organizações indígenas, caiçaras e quilombolas para elaboração de projetos;
    • demonstrar espírito guerreiro;
    • elaborar projetos de preservação do meio-ambiente;
    • providenciar a construção de viveiros de plantas medicinais;
    • apresentar prestação de contas ao órgão financiador;
    • cobrar a garantia da prática da pesca tradicional;
    • incentivar o resgate e o fortalecimento da dança-luta indígena, caiçara e quilombola;
    • informar à comunidade experiência de repovoamento de mata de outras comunidades;
    • demonstrar capacidade de articulação política;
    • reivindicar a construção de escolas;
    • solicitar fiscalização da área ao ministério do meio-ambiente e órgãos afins;
    • ensinar o uso das plantas nos acidentes, enfermidades etc.;
    • ensinar técnicas de venda;
    • reivindicar acesso aos direitos previdenciários;
    • coordenar as atividades dos guerreiros e dos chefes dos guerreiros;
    • reivindicar formação de ensino fundamental na aldeia e na comunidade;
    • auxiliar os anciãos na educação tradicional;
    • solicitar aos órgãos competentes a desintrusão nas áreas demarcadas;
    • comercializar o artesanato;
    • reunir-se com as organizações indígenas, quilombolas e caiçaras;
    • ensinar técnicas de confecção de utensílios domésticos;
    • administrar conflitos;
    • definir prazos para a execução das tarefas;
    • demonstrar responsabilidade;
    • decidir sobre penalidades coletivamente;
    • assinar responsabilidade da execução do projeto;
    • incentivar a comunidade no repovoamento da mata;
    • cobrar o acesso ao uso dos recursos naturais;
    • ensinar técnicas de confecção e reparo de instrumentos de trabalho;
    • demonstrar capacidade de administração de recursos;
    • definir mutirão por grupos;
    • buscar consenso na comunidade;
    • elaborar projetos de preservação da cultura indígena;
    • ensinar técnicas de construção de casas e ranchos;
    • fiscalizar a inclusão de conteúdos diferenciados de educação;
    • participar da elaboração do plano de manejo caiçara;
    • cobrar das autoridades a participação da comunidade nos projetos de preservação do rio;
    • participar do conselho municipal de educação;
    • apresentar denúncias de desvio de indenizações e materiais apreendidos;
    • ouvir histórias dos mais velhos;
    • participar de reuniões para promoção do ensino universitário;
    • cobrar a titulação de terra das autoridades competentes;
    • solicitar proteção pessoal dos caciques e lideranças ao ministério público federal;
    • providenciar correção ortográfica dos projetos;
    • ensinar as propriedades das plantas nas caminhadas na mata;
    • elaborar projetos demonstrativos (pdpi-pda);
    • ensinar o reconhecimento das plantas nas matas;
    • indicar o agente de saúde da comunidade;
    • demonstrar capacidade de resolução de problemas;
    • organizar reuniões do conselho de aldeia, de quilombola e de caiçara;
    • incentivar os pajés e curandeiros à transmissão dos conhecimentos para os mais novos;
    • partilhar as informações com a comunidade;
    • recuperar tradições, festas, comidas, danças e romarias;
    • solicitar apoio ao ministério da agricultura para desenvolvimento de projetos agrícolas;
    • consultar o pajé, raizeira, curador e benzedeira sobre o uso das plantas, ervas e raízes;

    Cargos e salários CBO 1130-10 - Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras

    Salário Líder de Comunidade Caiçara

    Líder de Comunidade Caiçara: Brasil

    • 57
    • Brasil
    • 2.12 - 3.639
    • 44h
    O profissional no cargo de Líder de Comunidade Caiçara CBO 1130-10 trabalhando no Brasil, ganha entre 2.12 e 3.639 para uma jornada de trabalho média de 44h semanais de acordo com dados salariais de 57 colaboradores registrados em regime CLT. Clique e confira a pesquisa salarial completa do cargo CBO 1130-10.